10/27/2012

Travis comenta sobre seu projeto com Yelawolf e sua vontade de conhecer o Brasil

O site Fala Fil entrevistou Travis Barker exclusivamente, onde o mesmo concede pela primeira vez uma entrevista a um canal de mídia brasileiro. Para ler a matéria completa, conheça o portal Fala Fil e também aproveite para ler vários fatos da carreira do baterista, clique aqui.



Você estabeleceu uma forte conexão com o Rap, musicalmente e também com relação à sua vida pessoal. O que veio primeiro na sua vida, o Rap ou o Rock?
 
Comecei a tocar ambos os estilos de música ao mesmo tempo. Eu ouvia muito alto o som do Beastie Boys, Run DMC, Public Enemy e ao mesmo tempo que ouvia isso eu amava o Metallica, Van Halen e Slayer. Eu me sentia muito feliz, porém confuso. E, ao mesmo tempo no meio de toda essa confusão, meu pai ouvia e me apresentava a Steely Dan, Johnny Cash e Willie Nelson.
 
Você disse que no mesmo dia em que encontrou Yelawolf vocês fizeram algumas músicas juntos e partir daí desenvolveram um forte relacionamento, não somente na música, mas também pessoalmente e ainda em outros negócios. Como tudo isso aconteceu? Quais os principais pontos de sinergia entre vocês dois?
 
Yela e eu temos muita coisa em comum. Desde o gosto musical, a paixão por carros até o Skate. Desde o primeiro dia em que passamos um tempo juntos nós nos conectamos.
 
Ele é como um irmão, porém de outra mãe (brotha from anotha mother).
 
Em 13 de Novembro você e Yelawolf vão lançar um EP com cinco músicas, chamado Psycho White. O que nós, fãs, podemos esperar desse trabalho?
 
Cinco músicas que levam você a um monte de lugares diferentes. Este EP realmente mostra o quão versátil Yela é como um MC. Em algumas músicas você vai ter vontade de dar um soco em alguém, em outras você simplesmente vai ouvir, vai passar faixa por faixa e ouvir músicas completamente diferentes umas das outras.
 


Após o lançamento deste EP, vocês têm planos de desenvolver outros projetos juntos?
 
Sim, é bem provável que a gente faça um trabalho muito mais extenso, no futuro.
 
Eu percebo que quando você toca Rap você toca no seu estilo próprio e não usa a batida tradicional do Rap. Eu sempre ouço uma mistura dos dois estilos: Rock e Rap. Essa é uma das diferenças que dão identidade única ao seu trabalho com o Yelawolf?
 
Neste EP, usamos bateria digital e também toquei ao vivo. Muitas das faixas deste EP têm batidas / rudimentos de banda marcial e “quints” (cinco batidas). Isso aconteceu em grande parte desse trabalho.

 Há uma faixa chamada ” Whistle Dixie “, na qual fizemos um ”trap beat“(tipo de batida usada na trap music) usando batidas de banda marcial com uma pegada minha.



Vamos falar do Blink. Vocês lançaram o CD “Neighborhoods” em 2011, dez anos depois de ter lançado “Take off Your Paints and Jacket” que foi lançado em 2001, e você disse que o melhor ainda está por vir. O que você sentiu ao gravar um novo CD após 10 anos? O que podemos esperar?
 
Eu estou super entusiasmado; vamos começar a trabalhar no final do ano e nunca sabemos o que pode surgir até entrarmos no estúdio e começarmos a compor.
 
Você é muito atencioso com seus filhos. Eu tive oportunidade de assistir a alguns dos seus shows e no último que eu fui em Outubro do ano passado no Hollywood Bowl em Los Angeles, percebi que seu filho ficou o tempo todo no palco ao lado da bateria … e ele tocava uma pequena guitarra. Ironicamente, seu filho será guitarrista? Fale um pouco sobre seu relacionamento com seus filhos? Você é mais amigo do que Pai?
 
Eu sou as duas coisas. Eu sou o Pai deles, mas ao mesmo tempo é importante sermos amigos. Nós compartilhamos muitas coisas juntos e temos muitas coisas em comum: mesmos interesses, gosto pela música, pelo skate e somos fãs do MMA.
 
É maravilhoso ter sido Pai tão jovem e poder me relacionar dessa forma com meus filhos. Eles mudaram minha vida completamente, para melhor.
 
Com certeza você sabe que tem muitos fãs no Brasil. Vocês ainda não foram ao Brasil e você disse que seu próximo objetivo é entrar num avião. Podemos esperar você no Brasil?
 
Vamos considerar se eu voltar a voar de avião, quando isso acontecer eu definitivamente quero ir ao Brasil.
 
Uma das minhas bandas preferidas é do Brasil, Sepultura, e também alguns dos meus lutadores de MMA dos quais sou fã. Pretendo sim ir ao Brasil.

Fontes: FALAFIL & ACTION182



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